And so it is...





"As minhas canções inacabadas vão ficar como folhas no vento, cruzes na beira da estrada, quando cessar em mim a energia, o movimento. Mais do que cruzes, pousada, mais do que abrigo, alimento de uma aventura desenfreada, da minha breve estrada são os melhores momentos. Viajante, não lhes peça nada, além de esperança e alento, são folhas, são cadernos, são palavras, são indecifráveis madrugadas, deixe-as seguir no vento." Nuvens - Flávio Venturini



Nunca pensei que esse momento pudesse chegar. Mas aqui estou eu tendo que dizer que esse é o último post do Poemas. Porém, todas as coisas têm um lado bom! E aqui não podia ser diferente! Estarei agora escrevendo num Chão de Giz... E deixo aqui o endereço: http://chao-de-giz.blogspot.com Espero que você, querido leitor, possa ir lá rabiscar um pouquinho... Será um grande prazer. Não gosto muito de prolongar despedidas, portanto, quero agradecer a todos que dividiram comigo grandes momentos da minha vida... E desejo que assim continuem fazendo. Abraço muito apertado, daqueles que estalam ossos,
Ana Carolina Biavati

Namastê. =)


DARIEN STEPHANIE Ana Carolina Deixe seu comentário rasgado... 4:26 PM


Tamanha era a necessidade de mudar... Acabei dando ouvidos a algo aqui dentro que não sei exatamente o nome. Só sei que sinto. Surge, esta manhã, portanto, meu novo lugar: O 'Chão de Giz' Ainda não sei bem ao certo como funcionará o Poemas, pretendo não abandoná-lo [mais!?], mas realmente só a incostância, dona desse ser que aqui escreve é que poderá dizer algo. Espero que visite, amigo leitor, e se acomode. De verdade. Será um imenso prazer pra mim. Até.






DARIEN STEPHANIE Ana Carolina Deixe seu comentário rasgado... 11:49 AM


A Minha 1ª Pessoa.





"Yesterday I got so old I felt like I could die. Yesterday I got so old it made me want to cry. Go on, go on, just walk away, go on, go on, your choice is made. Go on, go on and disappear, go on, go on away from here." In Between Days - The Cure


Aqui estou eu... com um certo atraso, eu sei. Mas cheguei à conclusão de que prefiro escrever quando estou sentindo algo bom do que quando a melancolia [grande amiga dos poetas] está presente e coloca nuvens nas coisas. Então, trago hoje uma música que explica muito sobre mim... atualmente. E ela reapareceu nos meus minutos ontem de manhã... talvez por eu estar inspirada pela beleza natural da cidade do Rio de Janeiro, já que no domingo [12/6], fiz um belo tour por ela... O dia estava ensolarado e apesar do meu [aparente] mau-humor, é difícil ficar imune a tanta beleza. Assim, novamente naquele esquema de explicar-o-texto-de-acordo-com-a-visão-pessoal, aqui está 'Esquadros', da Adriana Calcanhoto. Apesar de eu não estar numa ótima fase, fato que rouba toda a poesia e inspiração da minha mente, continuo pensando. E acho que o pensamento é sempre fértil, mesmo não aparecendo.



Esquadros - Adriana Calcanhoto


Eu ando pelo mundo prestando atenção
em cores que eu não sei o nome,
Cores de Almodóvar,
Cores de Frida Kahlo, cores.

Andando, vendo, percebendo e observando. Minhas palavras ultimamente. Tudo eu vejo. Poucas coisas eu sinto. E não pense você que isso não é bom. Agora, sei que meu coração está mais seletivo. E só sente o que realmente vale a pena.

Passeio pelo escuro,
Eu presto muita atenção no que meu irmão ouve
E como uma segunda pele, um calo, uma casca,
Uma cápsula protetora
Eu quero chegar antes
pra sinalizar o estar de cada coisa,
filtrar seus graus.

Minha irmã me mostra certas coisas para pensar. Presto atenção de verdade. Estou em volta. Se for preciso me jogar para protegê-la, aqui estou eu. E a gente dança, ri e faz piada juntas. E a gente dorme de mãos dadas. E a gente briga, grita e xinga. E nos entendemos pelos olhos.

Eu ando pelo mundo divertindo gente,
chorando ao telefone
e vendo doer a fome nos meninos que têm fome.

Gosto de fazer piadas e ver as pessoas rindo das minhas bobeiras. Acho que isso é muito importante. Principalmente quando o riso é uma das coisas que me faltam. Choro, choro sim. E assim o farei quando necessário. Em outras épocas choraria sem necessidade também, mas ultimamente a racionalidade é tão grande mas tão grande, que só choro quando estou triste. E isso é triste. Gosto de chorar de felicidade também, de orgulho, de tudo. E não consigo.

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
(quem é ela, quem é ela?)
Eu vejo tudo enquadrado,
Remoto controle.

Tudo tem uma medida agora. Antes as coisas eram tãos naturais que passavam despercebidas. Mas agora... ah, agora... sei o espaço de tudo. O espaço do frio, do medo, da alegria e da solidão. Mas dessa vez, não entenda solidão como algo negativo, porque dessa vez não é. Solidão pra mim está sendo positivo até demais. Antes só do que mal acompanhada. E agora, o controle é pequeno mesmo. Não sei o que vai acontecer no próximo segundo. Remoto controle...


Eu ando pelo mundo
e os automóveis correm para quê?
As crianças correm para onde?
Transito entre dois lados, de um lado
eu gosto de opostos.
Exponho o meu modo, me mostro
eu canto pra quem?

Qual o motivo das coisas? Nada tem um sentido. E nesse 'sem-sentido' do mundo, eu sigo. Achando sentido em tudo. Eu gosto de opostos. Me contra-digo. Alguém percebe?


Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
(quem é ela, quem é ela?)
Eu vejo tudo enquadrado,
Remoto controle

Quem é ela que se pergunta a todo momento quem é ela? Eu queria saber... seria interessante responder a tais perguntas, mas eu insisto em não saber. Controle remoto...

Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço?
Meu amor cadê você?
Eu acordei,
não tem ninguém ao lado.

Nem me cansar, eu me canso. Amigos? Alguns... Com seus devidos problemas. Lá estou eu para resolvê-los... com meus [in]devidos problemas... Amor? Desconheço. Talvez algum dia. Mas não agora. Não quero. E me sinto feliz com minhas escolhas.


Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
(quem é ela, quem é ela?)
Eu vejo tudo enquadrado,
Remoto controle.

Minha janela está aberta... ela vê as cores... vê os dias passarem... e aprende com isso. O tempo está acabando. Digo o tempo de observação. No fim do próximo mês já é tempo de colocar tudo em prática. Remoto controle...




DARIEN STEPHANIE Ana Carolina Deixe seu comentário rasgado... 12:31 PM

"Poetas não são aqueles que escrevem poesia, mas todos os que tem o coração cheio deste espírito sagrado."

Kahlil Gibran
>



Os Poemas Rasgados são aqueles que se permitem existir através da emoção. Quando suas mãos traduzem o sentimento, que rasga o peito, para transformar-se em palavra. Em poesia.




"Escrever é estar no extremo de si mesmo, e quem está assim se exercendo nessa nudez, a mais nua que há, tem pudor de que outros vejam o que deve haver de esgar, de tiques, de gestos falhos, de pouco espetacular na torta visão de uma alma no pleno estertor de criar. João Cabral de Melo Neto"




"O poeta é um fingidor, finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente. E os que lêem o que escreve, na dor lida sentem bem, não nas duas que ele teve, mas só a que eles não têm. E assim nas calhas de roda gira a entreter a razão este comboio de corda que se chama o coração. Fernando Pessoa"



Estou Assim:






Música da Semana:



Chão de Giz - Zé Ramalho





Eu:


"A Ana faz Poemas Rasgados, a Carolina e seus defeitos que eu nem sei mais quantos e quais são, é talvez a que não viu o tempo passar na janela. E a Ana Carolina está por aí, sempre... pra onde for o vento, ela vai." Minha inconstância sorri. Ficar parada eu não aguento. Se eu tento esconder meias-verdades, meu sorriso não disfarça e me entrega. Assim mesma eu sou. Sou de qualquer jeito. NEM TUDO EU RESPEITO.




Meu:


Fotolog

Orkut

Coisas Belas e Sujas




Rasgados:



À Flor da Pele

Anything But Ordinary

Caderno de Sonhos

Cruzes

Diamond Princess

Gnomo Ninja

Diário Avatar

Esferográfica Azul

In Certos Caminhos

Infinita Sonhadora

Inverno Em Mim

Os Imorais

Lune

Mania de Intimidade

Meu Enigma

No Banheiro Feminino

Patolinus

Peetols

Placebos

Prelude to Mistery

Sentimentos

Ser Viajante

Zazá San


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